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O Domingo
Artigos retirados do Semanário Litúrgico-Catequético "O Domingo"
01/08/2011
O milagre do amor

Os cinco pães e dois peixes que Jesus abençoa, parte, dá aos discípulos, e os discípulos às multidões, matam a fome de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

O que nove este milagre de partilhar e multiplicar a comida, senão o amor infinito de nosso Mestre, que se enche de compaixão por um povo sofrido e doente, faminto de comida e de autênticos líderes?

O expisódio dos cinco pães e dois peixes se apresenta logo após o martírio de João Batista. No aniversário de Herodes, a cabeça do profeta João é servida num prato, a mostrar a verdade nua e crua: a morte da profecia alimenta a festa dos poderosos. Bem outro é o banquete oferecido por Jesus. Diferentte de Herodes, Jesus tem coração de infinita misericórdia: sofre com o povo que sofre, cura suas doenças, transmite sua palavra e, com ela, sua própria vida, pois ele mesmo é a palavra de Deus, pão que se doa para a vida do mundo.

Os discípulos estavam preocupados com a fome do povo. Mas não conseguiam imagiar que no amor de Jesus estava a solução para a fome do corpo e da alma. As palavras de Jesus aos discípulos, portanto, valem para nós hoje, como convite para viver em seu amor e a desdobrar esse amor aos outros: “Deêm-lhes vocês mesmos de comer”.

Na celebração da eucaristia somos saciados com o paõs da vida, que é o próprio Senhor ressuscitado em nosso meio. Ele continua nos animando com seu Espírito, recordando que a comunhão de que participamos é, mais que tudo, um compromisso concreto. Jesus é pão que se doa para os que têm fome. Mas o Mestre nos deixa uma missão fundamental. Para além da preocupação de que cada um se vire como puder, somos discípulos daquele que ama, se compadece e se doa. Dando a vida, alimenta-nos do próprio Deus. Doando a vida, saciamos a fome profunda da alma. E só na comunhão de um amor que se compadece podemos oferecer Jesus ao mundo. O amor é o milagre que sacia a fome de comida e de paz.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


Evangelho
Mateus 14,13-21

Naquele tempo, 13quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas, quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé.

14Ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes.

15Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!”

16Jesus, porém, lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!”

17Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”.

18Jesus disse: “Trazei-os aqui”.

19Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida, partiu os pães e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões.

20Todos comeram e ficaram satisfeitos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. 21E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças”.

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