Jovem que morreu em explosão ao tentar acender churrasqueira é enterrada

Bombeiros disseram que líquido usado na churrasqueira causou acúmulo de vapor inflamável que pode ter causado a explosão.

Natali Steffani Martins tinha 22 anos — Foto: Reprodução

VERA CRUZ-SP — A jovem de 22 anos que morreu em decorrência de queimaduras causadas pela explosão de uma churrasqueira foi enterrada no fim da tarde desta segunda-feira, dia 16, no Cemitério Municipal de Vera Cruz-SP.

Natali Steffani Martins teve 98% do corpo queimado depois de tentar acender, junto com o marido, a churrasqueira utilizando um líquido inflamável, possivelmente álcool 70%, segundo os bombeiros.


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Os dois foram levados para unidade de queimados da Santa Casa de Marília após a explosão, mas Natali não resistiu aos ferimentos. O marido dela, que teve 38% do corpo queimado, permanece internado sob os cuidados da unidade. O hospital, no entanto, não divulgou seu estado de saúde.

O acidente que tirou a vida da jovem chamou a atenção por ter sido causado durante a tentativa de acender uma churrasqueira, algo corriqueiro.

Marido da vítima também sofreu queimaduras e está internado — Foto: Reprodução/Facebook

Os bombeiros acreditam que o casal tenha usado álcool 70% ou etanol, devido à proporção do acidente.

Segundo a corporação, os vapores que o líquido emana se expandem e formam uma explosão ao entrar em contato com a chama, conhecida como “flash”. De acordo com eles, o “flash” é rápido, mas tem uma temperatura muito alta que causa lesões ou inicia um incêndio em qualquer superfície que atinge.

Segundo testemunhas, o casal colocou o líquido inflamável na churrasqueira, mas não a acendeu de imediato. Os jovens foram buscar o fósforo e, na volta, colocaram mais líquido por achar que tinha evaporado, o que causou o “flash”.

Ainda de acordo com os bombeiros, o fogo não chegou a se espalhar pelas roupas das vítimas, que sofreram queimaduras por conta do calor da explosão.

Orientações
A orientação dos bombeiros para acender churrasqueiras é utilizar acendedores ou álcool em gel, que não libera vapores e não causa o “flash”.

Segundo eles, desde que se tornou proibido a comercialização do álcool 70%, os acidentes diminuíram. O álcool 46%, que é vendido nos dias atuais, é mais seguro pois tem mistura maior de água e libera menos gases.

No entanto, os bombeiros afirmaram, ainda, que muitos acidentes continuam acontecendo porque as pessoas acham que o álcool mais forte vai acender a churrasqueira mais rapidamente.

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