Caminhoneiros voltam a protestar contra alta no diesel na região de Bauru

Na BR-153, manifestantes colocaram fogo em pneus e interditaram a via em Oucauçu. Teve interdição também na Comandante João Ribeiro de Barros (SP-255), que liga Tupã a Marília (SP), um caminhão foi colocado no meio da via por cerca de uma hora.

BAURU, SP – Caminhoneiros voltaram a protestar em rodovias da região nesta terça-feira (22). Com cartazes e faixas, a categoria quer a redução do valor do óleo diesel, que tem tido altas consecutivas nas refinarias. Além disso, eles solicitam a criação de uma tabela mínima de preço do frete que acompanhe automaticamente os reajustes dos combustíveis.

No início desta tarde, os manifestantes interditaram a BR-153 em Oucauçu. Eles colocaram fogo em pneus e galhos e interditaram os dois sentidos da via. A Polícia Rodoviária Federal e a concessionária acompanham o protesto.

Cones foram colocados na via e o acostamento foi liberado para a passagem de carros de passeio, ambulâncias, caminhões com carga viva, remédios e produtos perecíveis.

Polícia Rodoviária Federal acompanha o protesto em Ocauçu (Foto: Romeu Neto / TV TEM )

Tem interdição também na Comandante João Ribeiro de Barros (SP-255), que liga Tupã a Marília (SP). Os manifestantes usaram um caminhão para bloquear as duas vias, causando congestionamento. Durante a manhã a interdição durou cerca de uma hora.

Mais tarde, por volta das 12h, houve outra interdição. Os manifestantes se reuniram em fila no meio da rodovia segurando uma faixa que anunciava a greve. A interdição provocou uma grande fila de veículos na rodovia e estão sendo liberados para o tráfego os carros de passeio e outros veículos como ambulâncias.

Ao todo, são mais de 30 veículos parados no acostamento. A Polícia Rodoviária acompanha a manifestação.

Em Ourinhos, caminhoneiros também já se mobilizam e pretendem interditar a rodovia Raposo Tavares, próximo ao quilômetro 384. Até o momento, o trânsito segue sem interrupções.

No entanto, durante a noite de segunda-feira (21), o juiz concedeu uma liminar que aplica uma multa, estabelecida em R$30 mil para o sindicato caso houvesse manifestação nesta terça.

Em Botucatu, os manifestantes estacionaram cerca de 30 caminhões na rodovia João Hipólito Martins. Até o momento, seguem no acostamento, sem prejudicar o trânsito.

Já em Bauru, os motoristas permanecem na rodovia Marechal Rondon, próximo ao trevo que dá acesso à Marília. Os veículos estão estacionados no acostamento, sem interferir no tráfego da rodovia.

Durante a tarde desta segunda (21), alguns manifestantes chegaram a promover uma espécie de “piquete” próximo a Agudos (SP), na tentativa de aumentar a adesão ao ato. Alguns deles chegaram a atirar pedras nos caminhões que não paravam no bloqueio.

Aumento do combustível

Nesta terça, o preço subiu 0,97% nas refinarias. Na semana passada, foram cinco reajustes diários seguidos. A escalada nos preços acontece em meio à disparada nos preços internacionais do petróleo.

As revisões podem ou não refletir para o consumidor final – isso depende dos postos. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), o preço médio do diesel nas bombas já acumula alta de 8% no ano. O valor está acima da inflação acumulada no ano, de 0,92%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No entanto, a Petrobras informou em seu site nesta terça-feira (22), que reduzirá os preços da gasolina em 2,08% e os do diesel em 1,54% nas refinarias a partir de quarta-feira (23),

Segundo a petroleira, o preço da gasolina nas refinarias cairá de R$ 2,0867 o litro para R$ 2,0433. Já o preço do diesel será reduzido de R$ 2,3716 para R$ 2,3351.

A Petrobras adota novo formato na política de ajuste de preços desde 3 de julho do ano passado. Pela nova metodologia, os reajustes acontecem com maior frequência, inclusive diariamente. Somente na semana passada, foram 5 reajustes diários seguidos.

Além disso, o governo marcou uma reunião nesta terça-feira para discutir a alta dos combustíveis. Participam do encontro os ministros Eduardo Guardia (Fazenda) e Moreira Franco (Minas e Energia) e o presidente da Petrobras, Pedro Parente.

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