Londrina e região

Dono de clínicas psiquiátricas é indiciado por posse de armas de uso restrito, diz polícia


24 armas foram e 1,9 mil cápsulas de munição foram encontradas em escritórios dele durante cumprimento de mandados em operação que apura irregularidades nos estabelecimentos.

G1 | Redação
Silvana lopes

Paulo Nicolau, dono de clínicas psiquiátricas em Londrina, no norte do Paraná, onde foram encontradas 24 armas e 1,9 mil cápsulas de munição, foi indiciado nesta quarta-feira (13) por posse de armas de uso restrito, que tem pena prevista de 3 a 6 anos de prisão.

As armas foram encontradas em escritórios das clínicas na terça-feira (12), durante cumprimento de mandados de busca e apreensão em uma operação do Ministério Público que apura irregularidades como o adiamento de tratamentos e internações para receber mais dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS).

A defesa de Paulo Nicolau dele disse que não vai se manifestar por enquanto, porque ainda não teve conhecimento do teor do inquérito.

Entre as armas encontradas em escritórios das clínicas, estavam uma submetralhadora e canetas revólveres. Uma arma foi encontrada dentro de um livro, que teve as páginas cortadas no formato de uma pistola.

Segundo a Polícia Civil, nenhuma das armas estava regular. Seis tinha registro, mas que estavam vencidos há até dez anos.

Apesar da conclusão do inquérito, as investigações continuam. Segundo o delegado Thiago Vicentini de Oliveira, da Delegacia de Combate à Corrupção, ainda existem questões a serem esclarecidas como, por exemplo, o fato de uma das armas estar em nome de uma loja. O dono desse estabelecimento ainda vai ser ouvido pela polícia.

Além disso, o armamento vai passar por perícia no Instituto de Criminalística.

Oliveira explicou que o dono das armas não foi preso porque se apresentou espontaneamente para explicar a situação.

“Não houve prejuízo, o fato não está impune e há a possibilidade de ele ser preso preventivamente, uma prisão muito mais drástica, já que não há um prazo de finalização. Nós temos a convicção de que essa medida pode surgir, pois há muitos elementos de autoria e materialidade coletados nesse inquérito”, afirmou o delegado.

Ainda conforme Oliveira, o dono das armas informou que uma parte delas veio da herança deixada pelo pai dele, que era militar, e outra parte foi comprada no mercado paralelo.

“Ele [Paulo Nicolau] disse que essas pessoas que venderam sabiam do seu interesse de colecionar armas de fogo, e essas vendas teriam sido na frente da casa dele”, detalhou Ovileira.

Irregularidades nas clínicas
Além do inquérito sobre as armas, a investigação sobre as irregularidades nas clínicas do investigado, que estão sob responsabilidade do Ministério Público do Paraná, continuam paralelamente.

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