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Assassino de namorada é condenado em júri popular em Ourinhos

Ourinhos Notícias | Redação

Assassino de Jéssica é condenado em júri popular — Foto: Divulgação

OURINHOS-SP — Em audiência realizada na tarde de quinta-feira (14), no Fórum de Ourinhos, a Juíza da 1ª Vara Criminal, Doutora Raquel Pereira Bernardi, condenou a prisão o réu confesso Maycon Nunes do Nascimento.

O júri popular condenou Maycon a 24 anos de prisão, por ter dado um tiro na testa de Jessica dos Santos, 25 anos, sua namorada no dia 19 de novembro de 2016, no bairro CDHU.

O julgamento começou oficialmente as 14h e foi encerrado somente às 21h. O júri foi formado por quatro mulheres e três homens. O Julgamento contou também com o trabalho do promotor doutor Silvio da Silvia Brandini e dos advogados de defesa o doutor Rildo Santos Machado e a doutora Mari Rose Evaristo. Seis testemunhas foram arroladas, três de acusação entre elas a mãe da vítima, e duas de defesa, uma passou mal e foi dispensada.

Maycon em seu depoimento disse estar arrependido e que não tinha a intenção de matar sua namorada.

“Nós estávamos bem, saímos a noite bebemos e usamos cocaína, aquela noite estávamos virados, amanhecemos na rua, e quando estávamos no bar da minha tia já pela manhã começamos a discutir por ciúmes bobeira. Ela me ofendeu me chamou de otário e corno, e em seguida ela foi embora para nossa casa, e fiquei no bar, fui só no fim da tarde embora. Quando cheguei em casa, pensei que ela estava dormindo, peguei algumas roupas do varal e a minha arma que estava escondida dentro de um par de tênis fora da casa, neste momento ela apontou na porta e começou a xingar, ofender dizendo que eu não iria mais sair, e eu insisti, então ela veio para cima de mim com uma faca, eu efetuei um disparo contra o muro, para assustá-las, mas ela não assustou e voltou para cima para me acertar com a faca, foi quando eu muito nervoso efetuei outro disparo que acertou Jéssica”, descreveu o réu.

O Promotor o indagou sobre a procedência da arma, o réu confessou que há anos tinha a arma guardada em casa, que a adquiriu após a morte do seu tio, alegando que o revólver era dele.

Após suas declarações, o Promotor convenceu os jurados a condenar o réu por Homicídio Doloso com as qualificadoras motivo fútil e feminicídio. E após os debates os jurados condenaram o rei e a Juíza anunciou sua sentença em 24 anos de prisão.

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