Regional

Paraguaçu Paulista tem 77 casos positivos de dengue

Os 139 casos suspeitos estão em investigação, de acordo com a informação da Vigilância Municipal em Saúde de Paraguaçu Paulista, do Departamento de Saúde.

Assis Notícias | Redação
Paraguaçu Paulista tem, de janeiro até o dia 27 de fevereiro, 320 notificações de casos de dengue, sendo 77 positivos e 104 negativos para a doença. Os outros 139 casos são suspeitos e estão em investigação, de acordo com a informação da Vigilância Municipal em Saúde de Paraguaçu Paulista, do Departamento de Saúde (Foto: Getty Images via BBC)

Paraguaçu Paulista tem, de janeiro até o dia 27 de fevereiro, 320 notificações de casos de dengue, sendo 77 positivos e 104 negativos para a doença. Os outros 139 casos são suspeitos e estão em investigação, de acordo com a informação da Vigilância Municipal em Saúde de Paraguaçu Paulista, do Departamento de Saúde (Foto: Getty Images via BBC)

Paraguaçu Paulista tem, de janeiro até o dia 27 de fevereiro, 320 notificações de casos de dengue, sendo 77 positivos e 104 negativos para a doença. Os outros 139 casos são suspeitos e estão em investigação, de acordo com a informação da Vigilância Municipal em Saúde de Paraguaçu Paulista, do Departamento de Saúde.

Estes números demonstram que os casos de dengue seguem numa crescente em Paraguaçu Paulista, assim como em todo o Brasil. O mais recente boletim epidemiológico do Ministério da Saúde com dados sobre a dengue aponta que o número de casos prováveis da doença — aqueles que são notificados à pasta pelos Estados — cresceram 19% nas cinco primeiras semanas do ano em comparação com o mesmo período de 2019.

Foram notificados 94.149 casos prováveis até a quinta semana do ano (mais precisamente de 29/12/2019 a 01/02/2020), ante 79.131 no mesmo período no ano passado.

Neste início de 2020, há a confirmação de que pelo menos 14 pessoas morreram por dengue no país. A comparação de óbitos com 2019 ainda é incerta, já que os números ainda podem mudar bastante conforme chegam os resultados de análises laboratoriais e à medida que os Estados e municípios enviam seus informes ao ministério. Os dados do boletim atual, por exemplo, ainda não computam os casos e as mortes registrados a nível local em fevereiro.

Mas o ministério já trabalha com um cenário de aumento de casos de dengue para este ano, e alguns municípios e Estados pelo país decretaram alerta para uma epidemia de dengue — que é definida quando há uma taxa de 300 casos confirmados de doença para cada 100 mil habitantes.

No entanto, a tendência de alta da dengue neste ano só poderá ser confirmada nos próximos meses — historicamente, o número de doentes cresce a partir de março.

 

O inimigo está dentro de casa

De acordo com a Vigilância Municipal em Saúde de Paraguaçu Paulista, do Departamento de Saúde, cerca de 75% dos focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e febre chikungunya, estão dentro das residências.

Os focos estão em recipientes que podemos remover, não naqueles que jogamos fora como o lixo descartável, mas naqueles que podemos colocar num lugar coberto, ou de boca para baixo. Esses recipientes são os bebedouros de animal, pratinhos de plantas, latas, baldes, regadores de plantas, brinquedos, pneus que ainda estão em uso, por exemplo.

“São coisas que ficam no quintal e que dá para mexer, dá para guardar, para secar, não são recipientes fixos onde fica água parada, mas são objetos como aquele balde ou aquele brinquedo que representam os 75% dos recipientes móveis no quintal das casas que têm a maior partes dos criadouros de dengue em Paraguaçu Paulista”, informou Josué Campos Sena, um dos responsáveis pelas ações do combate à dengue em nosso município.

Esta situação foi constatada em visitas feitas pelos agentes de Controle de Vetor em todos os bairros de Paraguaçu Paulista, com levantamento realizado em que tipos de recipientes foram encontradas as larvas do Aedes aegypti.

Este tipo de controle é feito periodicamente pela Vigilância de Saúde de Paraguaçu e é encaminhando para a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, para a SUCEN – Superintendência de Controle de Endemias, já que toda a ação contra a dengue é realizada em parceria que envolvente o Ministério da Saúde, o estado e o município.

No entanto, toda ação começa a partir das ações do próprio cidadão, no quintal da casa de cada um, conforme destacou Josué Campos Sena. “De nada adiantam todas as ações do Ministério da Saúde, da SUCEN e da Prefeitura se o cidadão continuar mantendo criadouros da dengue na sua casa, se não limpar seu quintal. Vamos continuar dando murro em ponto de faca se as pessoas não nos ajudarem a eliminar o mosquito da dengue”, enfatizou Josué.

Com informações da BBC News.

Comente

Outras Notícias

Veja Também