Ministério Público quer aumentar pena de homem que matou jovem

Mariana Bazza, de 19 anos, foi encontrada morta após desaparecer em Bariri — Foto: Facebook/Reprodução

BARIRI-SP — O MP — Ministério Público estadual recorreu ao TJ-SP — Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, na última segunda-feira, dia 31, para pedir o aumento da condenação de Rodrigo Pereira Alves, de 37 anos, acusado de estuprar e matar a universitária Mariana Forti Bazza em Bariri.

julgamento aconteceu em 25 de agosto com a condenação em primeira instância, portanto, cabe recurso por parte da defesa.

Rodrigo foi condenado a 40 anos, 10 meses e 18 dias de prisão, inicialmente em regime fechado, por latrocínio, estupro e ocultação de cadáver.

Como o caso segue em segredo de Justiça, o MP e o TJ-SP não podem passar mais detalhes.

Mariana Bazza, de 19 anos, foi encontrada morta em canavial após desaparecer em Bariri — Foto: Facebook/Reprodução

O crime
Mariana desapareceu no dia 24 de setembro de 2019 depois sair de uma academia
em Bariri. A polícia prendeu no mesmo dia Rodrigo, que ofereceu ajuda para trocar o pneu do carro da vítima. O corpo dela foi encontrado no dia seguinte.

Ele foi identificado pelas câmeras de segurança da região onde fica a academia. Rodrigo aparece conversando com a universitária e oferece ajuda para trocar o pneu do carro dela.

Nas imagens da academia, de onde a jovem havia saído, é possível ver que os dois conversam durante alguns segundos. Logo em seguida, o homem atravessa a rua, enquanto Mariana entra no carro e dá a volta na avenida até entrar em uma chácara, onde ele fez a troca do pneu.

A câmera também registrou o momento em que o carro da jovem deixa o terreno, aproximadamente uma hora depois.

Mariana chegou a fotografar Rodrigo tentando trocar o pneu e encaminhou a foto a um familiar.

Após identificar o indivíduo que aparece nas imagens, a polícia realizou buscas e encontrou o homem em Itápolis.

A localização foi possível após a quebra de sigilo telefônico. A polícia conseguiu descobrir que ele estava na casa de familiares, mas quando uma equipe chegou ao local, Rodrigo fugiu.

Foram feitas buscas na região e ele acabou encontrado deitado no telhado de uma casa nas redondezas. Rodrigo foi ouvido, mas a princípio negou envolvimento no desaparecimento de Mariana.

Ele era o principal suspeito devido ao fato de não saber explicar porque o carro da vítima estava em Itápolis.

O corpo dela foi encontrado no dia 25 de setembro em uma área de canavial, em Cambaratiba, distrito de Ibitinga, (distante 158 quilômetros de Marília) cidade próxima de Bariri. Ela estava amarrada e amordaçada. Rodrigo levou os policiais até o local onde escondeu o corpo.

Após passar por audiência de custódia, no Fórum de Jaú, ele teve a prisão preventiva decretada e foi recolhido no CDP de Bauru.

Rodrigo negou ter matado e abusado sexualmente da universitária. Ele afirmou que houve a participação de uma segunda pessoa no crime, porém, a polícia considerava essa versão fantasiosa.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Araraquara apontou que a jovem foi assassinada por asfixia mecânica causada por estrangulamento.

Imagem mostra Rodrigo abordando Mariana Bazza e amiga dela na frente de academia — Foto: Reprodução/TV Globo
Imagem mostra Rodrigo abordando Mariana Bazza e amiga dela na frente de academia — Foto: Reprodução/TV Globo

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