Lutador de Cândido Mota nocauteia em estreia internacional

Allan Begosso fez bonito em sua estreia no LFA 90 ao derrotar o americano Sean McPadde.

Lutador de Cândido Mota nocauteia em estreia internacional — Foto: Reprodução | Twitter

CÂNDIDO MOTA-SP — O lutador cândido-motense Allan Begosso, de 24 anos, fez bonito em sua estreia no LFA 90, evento realizado na noite do último dia 4, em Sioux Falls, que fica no estado americano da Dakota do Sul. Com um nocaute em apenas 48 segundos, ele derrotou o americano Sean McPadden.

Begosso aproveitou a aproximação do adversário e ‘soltou a metralhadora’ de socos. Um ‘cruzadão’ de esquerda abalou o americano, uma segunda esquerda o levou à lona, e aí foi questão de tempo até o árbitro encerrar a luta.

Allan Begosso é destaque no MMA internacional e já teve ótimo desempenho no LFA 90, a porta de entrada para o UFC.

Lutador de Cândido Mota nocauteia em estreia internacional — Foto: Reprodução | Twitter

História
O lutador iniciou sua carreira muito jovem. Aos 10 anos, quando se mudou de Cândido Mota para São Paulo, conheceu alguns amigos que lutavam Muay Thai, e se interessou pelo esporte. “Aos 10 anos, em um treino de Muay Thai, um amigo viu potencial em mim. Ele perguntou se eu queria lutar sério, e como eu não tinha condições de pagar uma academia, conseguiu uma bolsa para mim. Foi aí que comecei a treinar com o Anderson Braddock, grande nome do Kickboxing do Brasil”, conta.

Aos 16 anos, o cândido-motense machucou o pé em uma luta. Isso o impossibilitou de treinar Muay Thai e Kickboxing, e começou a treinar Jiu-Jitsu. A partir de então começou no MMA.

“Eu competi bastante no Jiu-Jitsu, até que um dia meu treinador propôs começar a lutar MMA. Aos 18 anos, fiz minha primeira luta profissional, pela equipe 011 MMA Team, treinando com Anderson Nogueira”, conta o atleta.

Allan fez quatro lutas profissionais, e na última teve que se afastar devido a uma fratura na mão. O atleta conta que se viu em um momento decisivo da carreira, pois já tinha noção de que os recursos no esporte não eram dos melhores e que no Brasil não conseguiria seguir a vida de atleta de MMA.

“No momento em que quebrei a mão, não recebi nenhum auxílio. Teve época que eu quase pagava para treinar. É muito desgastante ser lutador, pois tem treino, dieta, equipamento, academia. Fora isso, o apoio é pouco; fica complicado. Então, conversando com minha esposa, tomei minha decisão: vendi o carro e algumas coisas de casa, e fomos embora para os Estados Unidos”, diz Allan.

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