Internacional

Kim Jong-un vai cruzar a fronteira a pé e sem bagagem para cúpula

Líder norte-coreano vai atravessar a fronteira com a Coreia do Sul andando, para se encontrar com o presidente Moon Jae-in em uma reunião histórica.

R7

INTERNACIONAL – O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, vai cruzar a pé e sem levar bagagem a fronteira entre seu país e a chamada Zona Desmilitarizada, que faz limite com a Coreia do Sul há mais de 60 anos. Ele vai se encontrar com o presidente sul-coreano Moon Jae-in às 9h30 desta sexta-feira (27), no horário local (21h30 de quinta, no horário de Brasília).

Esse e outros detalhes do cerimonial foram divulgados pela imprensa internacional nesta quinta.

Quando Kim atravessar a fronteira, se tornará o primeiro líder norte-coreano a pisar em território sul-coreano desde a Guerra da Coreia (1950-53).

Negociações pela paz

Por volta das 10h30, está prevista a primeira reunião formal entre Kim Jong-un e Moon Jae-in. A pauta deverá girar em torno da desnuclearização total da Coreia do Norte e na solução final para o conflito entre os países, que dura quase 70 anos.

A conversa acontecerá no lado sul de Panmunjon, a vila na Zona Desmilitarizada onde foi assinado o cessar-fogo que encerrou os combates da Guerra da Coreia.

Os dois líderes serão escoltados por uma guarda de honra sul-coreana em uma breve caminhada.

Kim Jong-un e Moon Jae-in almoçarão em locais separados, com as respectivas delegações, e durante à tarde farão uma cerimônia simbólica, plantando juntos uma árvore que deverá simbolizar a paz entre os dois países.

Bons sinais

O fim dos testes nucleares da Coreia do Norte e a negociação que será retomada com a Coreia do Sul são fatores que fazem com que a comunidade internacional veja a cúpula desta quinta com bons olhos.

Nikolai Patrushev, secretário do Conselho de Segurança da Rússia, disse à agência TASS que as notícias são bem-vindas e seguem o plano de paz que os governos da Rússia e da China imaginavam há anos para a região.

“Pyongyang (capital da Coreia do Norte) interrompeu seus testes nucleares e balísticos, e ao mesmo tempo o número de exercícios militares feitos por seus oponentes diminuiu, mas ainda preferíamos que eles parassem de vez. Tudo isso é muito bom e bem-vindo”, afirmou Petrushev.

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